Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Fevereiro, 2010

D. Pedro

Data de nascimento: 8 de Abril de 1320

Local de nascimento: Coimbra

Nome do pai: D. Afonso IV

Nome da mãe: D. Beatriz de Castela

Data de falecimento: 18 de Janeiro de 1367

Local de falecimento: Lisboa

 

D. Inês de Castro

Local de nascimento: Monforte- Lugo (Galiza)

Data de nascimento: 1325

Nome do pai: Pedro Fernandes de castro

Nome da mãe: Aldonça Lourenço de Valadares

Data de falecimento: 7 de Janeiro de 1355

Local de falecimento: Coimbra

 

Casamentos de D. Pedro

Primeiro: data de 1328 com D. Branca de Castela, que viria a ser anulado por causa da debilidade física e mental da noiva.

Segundo: realizou-se em 1336 com D. Constança Manuel, princesa de Castela. Deste casamento resultaram 3 filhos: D. Luís, D. Maria e D. Fernando. Este casamento ficou marcado pela relação adúltera que D. Pedro manteve com D. Inês, uma das aias de D. Constança. Porém, em 1345, 13 dias depois do parto de D. Fernando, morre D. Constança Manuel.

Terceiro: terá sido com D. Inês de castro, com quem d. Pedro afirma ter casado em segredo, anunciando tal situação após a morte desta. Este facto baseia-se na palavra do rei, pois não existem registos de tal união.

 

Motivos que levaram à condenação do relacionamento

O relacionamento entre D. Pedro e D. Inês de castro suscitou forte oposição por motivos de ordem moral, religiosa e política:

  • Era uma relação adúltera
  • D. Pedro e D. Inês eram primos em 2º grau
  • D. Inês era madrinha do segundo filho de D. Pedro com D. Constança
  • Receio que os filhos de D. Inês e D. Pedro viessem a ser considerados herdeiros e afastassem D. Fernando do trono

Read Full Post »

A partir desta história, desde muito cedo se iria desenvolver uma belíssima e trágica lenda que os factos justificavam. Primeiro na imaginação popular e depois recolhida por artistas, poetas ou romancistas, a lenda sempre renovada e actualizada, com alterações mais ou menos profundas em função da imaginação criativa dos autores, perdurou até ao nosso tempo.

A base histórica dos “amores de Inês que ali passaram” (como escreveu Luís de Camões n’ Os  Lusíadas) e a presença de raras algas vermelhas na hoje denominada Fonte das Lágrimas, cedo levou as populações a localizar nesse sítio a morte da “linda Inês”, a “mísera e mesquinha que, ainda no dizer de Camões, depois de morta foi rainha”.

Desde então a Quinta das Lágrimas – lugar histórico dos amores e lugar mítico da morte – tornou-se um lugar de peregrinação para todos os que ao longo dos séculos querem homenagear aqueles trágicos amores. A lenda passou a ter um lugar de culto e um local onde ainda hoje se pode sentir o romance.

Read Full Post »