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Archive for Março, 2010

Conclusão

Este trabalho foi muito enriquecedor, pois adquirimos alargados conhecimentos não só ao nível da temática deste desafio (D. Pedro e D. Inês de Castro), como também nos obrigou a reflectir sobre as dificuldades que o amor enfrenta ao longo dos tempos. O amor é um sentimento intemporal que quando é verdadeiro perdura para toda a eternidade. Exemplo disto é o amor de D. Pedro e D. Inês que continua a ser descrito ao longo dos séculos. Desta forma, o sentimento continua a fluir com a mesma intensidade de dia para dia, de ano para ano, de século para século… Para além das pesquisas feitas, aprendemos a melhor trabalhar em grupo, a respeitar as ideias dos outros e a conciliar diferentes opiniões. Esperamos que mais iniciativas desta natureza surjam, pois é nosso dever conhecer a História de Portugal, já que só conseguimos entender o futuro se primeiro conhecermos o passado.

“O amor é fogo que arde sem se ver”

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A Quinta das Lágrimas é uma quinta situada na margem esquerda do Mondego, na frequesia de Santa Clara, em Coimbra, Portugal. No jardim encontram-se duas fontes históricas, a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas. A quinta e as fontes são célebres por terem sido cenário dos amores proibidos do príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e da fidalga Inês de Castro, tema de inúmeras obras de arte ao longo dos séculos.

Sabe-se que a área da quinta foi couto de caça da família real portuguesa desde pelo menos o século XIV. A rainha D. Isabel, esposa de D. Dinis, adquiriu os terrenos de duas fontes naturais na área da quinta para levar água ao Mosteiro de Santa Clara, que a rainha havia fundado ali perto. Uma das nascentes d’agua ainda tem um acesso por um arco ogival gótico, datado do século XIV. O nome primitivo da área era Quinta do Pombal, ganhando o atual nome apenas no século XVIII.

A tradição e a literatura associam fortemente a estória de Pedro e Inês à Quinta das Lágrimas. Conta-se que a quinta foi cenário dos amores proibidos do príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e Inês de Castro, uma fidalga galega que servia de dama de companhia a sua mulher D. Constança. D. Inês terminou assassinada por fidalgos a quem o rei Afonso IV ordenara a sua morte. As lágrimas então derramadas por Inês e pelo povo em sua memória inspiraram Luís de Camões a criar o nome de Fonte das Lágrimas e muitos outros escritores a consagrar o amor eterno de Pedro e Inês.
“As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores”
Os Lusíadas, canto III.
Com o correr dos séculos, a quinta passou a ser propriedade da Universidade de Coimbra e de uma ordem religiosa. Em 1730 a quinta foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, que mandou construir um palácio. No ínicio do século XIX, Miguel Osório Cabral e Castro concebeu o frondoso jardim que ainda hoje cerca a quinta, usando para isso espécies vegetais exóticas de vários lugares do mundo. Em 1808, Arthur Wellesley, duque de Wellington, comandante das tropas que atacaram as forças invasoras de Napoleão, foi hóspede na quinta. O proprietário na época, António Maria Osório Cabral de Castro, era ajundante-de-campo do general. O duque de Wellington plantou na ocasião duas sequóias perto da Fonte das Lágrimas, que atualmente tem duzentos anos. Outro hóspede ilustre da quinta foi D. Pedro II,  Imperador do Brasil, em 1872. O palácio original foi destruído por um incêndio em 1879, sendo reconstruído ao estilo dos antigos solares rurais portugueses, com biblioteca e capela. Na área ao redor do palácio ainda podem ser vistos os restos das edificações rurais como o espigueiro, armazém e lagar de azeite.

O jardim foi idealizado no século XIX, seguindo uma tendência da época, a da constituição de uma espécie de Museu Vegetal, onde estariam representadas espécies de todo o mundo. A quinta e o palácio foram recuperados na década de 1980 e 1990. Desde 1996 encontra-se instalado no Palácio da Quinta das Lágrimas um hotel de luxo.

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Amor cortês foi um conceito europeu medieval de atitudes, mitos e etiqueta para enaltecer o amor, e que gerou vários géneros de literatura medieval: a poesia trovadoresca, género cultivado pelo avô de D. Pedro, D. Dinis – “O Poeta”, o romance, com obras como “O Romance da Rosa”, “Amadis de Gaula”.

Este conceito surgiu nas cortes ducais e principescas das regiões onde hoje se situa a França meridional, em fins do século XI. Na sua essência, o amor cortês era uma experiência contraditória entre o desejo erótico e a realização espiritual, “um amor ao mesmo tempo ilícito e moralmente elevado, passional e auto-disciplinado, humilhante e exaltante, humano e transcendente”.

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Na Idade Média, a mulher amante era vista com desagrado pela sociedade da época. O mesmo aconteceu com D. Pedro e D. Inês,  a dama galega  era vista com maus olhos pelo povo português e também pela família real, o que levou à morte desta. Contrariamente aos dias de hoje, que embora ainda seja considerado um acto reprovável, a infidelidade não assume os contornos que outrora adquiria. Em contrapartida, as traições adquirem nos nossos dias um carácter mais vincado no que diz respeito às uniões por interesse material.  Na época de D. Pedro e D. Inês muito se especulou acerca da forte possibilidade de esta união se relacionar com um interesse de Estado. Por esta razão, temia-se que se este relacionamente se mantivesse o Condado Portucalense caíria nas “mãos” dos espanhóis, já que D. Inês era galega. Por esta razão, D. João IV (pai de D. Pedro) manda matar D. Inês. Mais do que uma traição mal vista pela sociedade, esta morte relacionou-se com a necessidade de defesa do Estado. Neste caso, o Amor perdeu a favor do Patriotismo.  Outro caso idêntico a este é o de D. Carlos e da Princesa Diana, que teve também um final trágico ( morte da princesa).

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Na altura, Inês de Castro constituía um obstáculo e um problema para Afonso IV, mais concretamente para os interesses do Estado. Havia o perigo de Inês vir a ser rainha e tal era considerado arriscado porque Inês era filha de galegos e, uma vez rainha, a independência de Portugal poderia estar ameaçada. Havia também receio que os filhos de Inês de Castro e Dom Pedro pudessem vir a lutar contra os filhos de Dona Constança e Dom Pedro pelo trono. Não nos podemos esquecer de que esta história se desenrola em pleno século XIV, uma época de diferenciação cultural e afirmação política das nacionalidades. Muitas batalhas haviam sido travadas para alcançar independência, o medo de perder tudo aquilo pelo qual se tinha lutado (e ainda se estava a lutar) era bem visível. Assim, torna-se claro como o casamento de Inês e de Pedro não era politicamente favorável aos interesses do Estado. Cabia a Dom  Afonso IV agir de acordo com os interesses nacionais, mesmo que isso significasse matar uma inocente e fazer sofrer o seu próprio filho.

Todo o episódio dedicado a Inês de Castro n’ Os Lusíadas foca este dilema. Afonso IV, juntamente com os seus conselheiros, vai ao encontro de Inês para a tirar ao mundo. No entanto, a dada altura Afonso IV fica comovido com os pedidos de clemência de Inês e, se não fosse a pressão do povo, teria voltado atrás na sua decisão. O Príncipe enamorado e a dama de companhia que não se esquiva à investida.

Condena-os a nobreza e condena-os el-Rei D. Afonso IV. Por dois motivos, mas políticos:

1.º – De D. Constança, entretanto falecida, D. Pedro tem um legítimo herdeiro ao trono, D. Fernando. De Inês de Castro, D. Pedro tem três bastardos. El-Rei e a nobreza temem que algum dos bastardos possa, futuramente, querer impugnar a legitimidade de D. Fernando. Portanto, perigo eventual de guerra civil;

2.º – Os Castros, irmãos de Inês, pressionam D. Pedro no sentido de tomar para si também o trono de Castela. Em finais de 1354 D. Pedro acaba por aceitar a ideia. Só por pressão do pai é que, à última hora, suspende a sua intervenção em Castela. A nobreza e el-Rei temem que D. Pedro acabe por arrastar o reino de Portugal para as lutas dinásticas de Castela.

E qual será a mais forte das razões? A do Estado ou a do amor?

Mas não é só a nobreza e el-Rei a condenarem os amantes. Também o povo, por temer guerras com os castelhanos, os condena. No norte de Portugal o cognome que se dá a “putas intriguistas” passa a ser “Inês de Castro”…

Assim podemos concluir que, apesar de terem sido afastados pela sociedade ter pensado que se tratava de um relacionamento por interesse de estado, o amor acabou por vencer e perdurar por toda a eternidade.

Susana Pereira e Ana Rita Passos

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Este bailado é inspirado no romance de Pedro e Inês e no enredo desta história. Esta tragédia  é uma  criação de Olga Roriz, responsável  pela coreografia, dramaturgia e selecção musical, e foi apresentado pela CNB em 2007 em Moscovo, no Festival Internacional de Dança Contemporânea, tendo-se estreado  em Portugal no Teatro Camões em 2003.

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Este sentimento proibido corrói-me a pele, suga-me o sangue.
O amor que vivemos e viveremos nesta vida que não tem fim, só a nós pertence.
Faz, faz de mim rainha de todas as coisas.
Encontro-me no reflexo dos teus olhos, que choram a minha ausência.
Onde quer que esteja, nunca será longe de ti, nunca será perto de mim.
Quando o mundo pára, apenas tu sorris e dizes que tudo vai ficar bem.
Mudaste tudo em mim, em nós.
Esta ânsia de cantar todo o teu corpo, de fazer de ti a minha vida, leva todo o
pensamento com ela.
E hoje, és tu quem me chora, por entre vinganças perdidas e amores imortais.

Aluna da ESSMM, Inês Cadilha- 10ºH

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D. Pedro I de Portugal (Coimbra, 8 de Abril de 1320 – Estremoz, 18 de Janeiro de 1367) foi o oitavo Rei de Portugal. Mereceu os cognomes de O Justiceiro (também O Cruel, O Cru ou O Vingativo), pela energia posta em vingar o assassínio de Inês de Castro, ou de O-Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado, pela afeição que dedicou àquela dama galega.

Era filho do rei Afonso IV e sua mulher, a princesa Beatriz de Castela, neto de D. Dinis e D. Isabel de Aragão.

Pedro I sucedeu a seu pai em 1357. Pedro é conhecido pela sua relação com Inês de Castro, a aia galega da sua mulher Constança, que influenciou fortemente a política interna de Portugal no reinado de Afonso IV. Inês acabou assassinada por ordens do rei em 1355, mas isso não trouxe Pedro de volta à influência paterna. Bem antes pelo contrário, entre 1355 e a sua ascensão à coroa, Pedro revoltou-se contra o pai pelo menos duas vezes e nunca lhe perdoou o assassinato de Inês.

Uma vez coroado rei, em 1357, Pedro anunciou o casamento com Inês, realizado em segredo antes da sua morte, e a sua intenção de a ver lembrada como Rainha de Portugal. Este facto baseia-se apenas na palavra do Rei, uma vez que não existem registos de tal união. Dois dos assassinos de Inês foram capturados e executados (Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves) com uma brutalidade tal (a um foi arrancado o coração pelo peito, e a outro pelas costas), que lhe valeram os epítetos supramencionados.

Como rei, Pedro revelou-se um bom administrador, corajoso na defesa do país contra a influência papal (foi ele que promulgou o famoso Beneplácito Régio, que impedia a livre circulação de documentos eclesiásticos no País sem a sua autorização expressa), e justo na defesa das camadas menos favorecidas da população. Na política externa, Pedro participou ao lado de Aragão na invasão de Castela. D. Pedro reinou durante dez anos, conseguindo ser extremamente popular, ao ponto de dizerem as gentes «que taaes dez annos nunca ouve em Purtugal como estes que reinara elRei Dom Pedro».

Jaz no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, como determinara.

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