Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for 23 de Março, 2010

D. Pedro I de Portugal (Coimbra, 8 de Abril de 1320 – Estremoz, 18 de Janeiro de 1367) foi o oitavo Rei de Portugal. Mereceu os cognomes de O Justiceiro (também O Cruel, O Cru ou O Vingativo), pela energia posta em vingar o assassínio de Inês de Castro, ou de O-Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado, pela afeição que dedicou àquela dama galega.

Era filho do rei Afonso IV e sua mulher, a princesa Beatriz de Castela, neto de D. Dinis e D. Isabel de Aragão.

Pedro I sucedeu a seu pai em 1357. Pedro é conhecido pela sua relação com Inês de Castro, a aia galega da sua mulher Constança, que influenciou fortemente a política interna de Portugal no reinado de Afonso IV. Inês acabou assassinada por ordens do rei em 1355, mas isso não trouxe Pedro de volta à influência paterna. Bem antes pelo contrário, entre 1355 e a sua ascensão à coroa, Pedro revoltou-se contra o pai pelo menos duas vezes e nunca lhe perdoou o assassinato de Inês.

Uma vez coroado rei, em 1357, Pedro anunciou o casamento com Inês, realizado em segredo antes da sua morte, e a sua intenção de a ver lembrada como Rainha de Portugal. Este facto baseia-se apenas na palavra do Rei, uma vez que não existem registos de tal união. Dois dos assassinos de Inês foram capturados e executados (Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves) com uma brutalidade tal (a um foi arrancado o coração pelo peito, e a outro pelas costas), que lhe valeram os epítetos supramencionados.

Como rei, Pedro revelou-se um bom administrador, corajoso na defesa do país contra a influência papal (foi ele que promulgou o famoso Beneplácito Régio, que impedia a livre circulação de documentos eclesiásticos no País sem a sua autorização expressa), e justo na defesa das camadas menos favorecidas da população. Na política externa, Pedro participou ao lado de Aragão na invasão de Castela. D. Pedro reinou durante dez anos, conseguindo ser extremamente popular, ao ponto de dizerem as gentes «que taaes dez annos nunca ouve em Purtugal como estes que reinara elRei Dom Pedro».

Jaz no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, como determinara.

Anúncios

Read Full Post »

A Fundação Inês de Castro formalmente criada no dia 7 de Janeiro de 2005, dia em que se comemoram 650 anos sobre a sua morte, tem como objecto a investigação e divulgação da história, da cultura e da arte relacionadas com a temática Inesiana, a promoção e apoio a estudos e actividades culturais centradas em Inês de Castro, a sua época ou épocas mais próximas deste mito e proporcionar o aparecimento de novos valores culturais.
   
A Fundação tem a sua Sede em instalações da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, um local que a história e as memórias associam a Inês de Castro e ao drama por ela vivido. A Sociedade Quinta das Lágrimas,  detentora dos terrenos e Hotel Quinta das Lágrimas,  doou à Fundação, em regime de Comodato,  os terrenos onde se integram os locais históricos, jardins, encosta e mata, e que constituem parte do seu património. Fazem parte do Conselho Geral da Fundação personagens portuguesas de alto relevo nas áreas da História, Artes Plásticas e Literatura, do Ambiente e da Paisagem, da Política e também Presidentes e membros de Fundações Culturais, para além dos membros da Sociedade e personalidades ligadas à família dos anteriores proprietários.

Read Full Post »