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Posts Tagged ‘amante’

Na Idade Média, a mulher amante era vista com desagrado pela sociedade da época. O mesmo aconteceu com D. Pedro e D. Inês,  a dama galega  era vista com maus olhos pelo povo português e também pela família real, o que levou à morte desta. Contrariamente aos dias de hoje, que embora ainda seja considerado um acto reprovável, a infidelidade não assume os contornos que outrora adquiria. Em contrapartida, as traições adquirem nos nossos dias um carácter mais vincado no que diz respeito às uniões por interesse material.  Na época de D. Pedro e D. Inês muito se especulou acerca da forte possibilidade de esta união se relacionar com um interesse de Estado. Por esta razão, temia-se que se este relacionamente se mantivesse o Condado Portucalense caíria nas “mãos” dos espanhóis, já que D. Inês era galega. Por esta razão, D. João IV (pai de D. Pedro) manda matar D. Inês. Mais do que uma traição mal vista pela sociedade, esta morte relacionou-se com a necessidade de defesa do Estado. Neste caso, o Amor perdeu a favor do Patriotismo.  Outro caso idêntico a este é o de D. Carlos e da Princesa Diana, que teve também um final trágico ( morte da princesa).

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Na altura, Inês de Castro constituía um obstáculo e um problema para Afonso IV, mais concretamente para os interesses do Estado. Havia o perigo de Inês vir a ser rainha e tal era considerado arriscado porque Inês era filha de galegos e, uma vez rainha, a independência de Portugal poderia estar ameaçada. Havia também receio que os filhos de Inês de Castro e Dom Pedro pudessem vir a lutar contra os filhos de Dona Constança e Dom Pedro pelo trono. Não nos podemos esquecer de que esta história se desenrola em pleno século XIV, uma época de diferenciação cultural e afirmação política das nacionalidades. Muitas batalhas haviam sido travadas para alcançar independência, o medo de perder tudo aquilo pelo qual se tinha lutado (e ainda se estava a lutar) era bem visível. Assim, torna-se claro como o casamento de Inês e de Pedro não era politicamente favorável aos interesses do Estado. Cabia a Dom  Afonso IV agir de acordo com os interesses nacionais, mesmo que isso significasse matar uma inocente e fazer sofrer o seu próprio filho.

Todo o episódio dedicado a Inês de Castro n’ Os Lusíadas foca este dilema. Afonso IV, juntamente com os seus conselheiros, vai ao encontro de Inês para a tirar ao mundo. No entanto, a dada altura Afonso IV fica comovido com os pedidos de clemência de Inês e, se não fosse a pressão do povo, teria voltado atrás na sua decisão. O Príncipe enamorado e a dama de companhia que não se esquiva à investida.

Condena-os a nobreza e condena-os el-Rei D. Afonso IV. Por dois motivos, mas políticos:

1.º – De D. Constança, entretanto falecida, D. Pedro tem um legítimo herdeiro ao trono, D. Fernando. De Inês de Castro, D. Pedro tem três bastardos. El-Rei e a nobreza temem que algum dos bastardos possa, futuramente, querer impugnar a legitimidade de D. Fernando. Portanto, perigo eventual de guerra civil;

2.º – Os Castros, irmãos de Inês, pressionam D. Pedro no sentido de tomar para si também o trono de Castela. Em finais de 1354 D. Pedro acaba por aceitar a ideia. Só por pressão do pai é que, à última hora, suspende a sua intervenção em Castela. A nobreza e el-Rei temem que D. Pedro acabe por arrastar o reino de Portugal para as lutas dinásticas de Castela.

E qual será a mais forte das razões? A do Estado ou a do amor?

Mas não é só a nobreza e el-Rei a condenarem os amantes. Também o povo, por temer guerras com os castelhanos, os condena. No norte de Portugal o cognome que se dá a “putas intriguistas” passa a ser “Inês de Castro”…

Assim podemos concluir que, apesar de terem sido afastados pela sociedade ter pensado que se tratava de um relacionamento por interesse de estado, o amor acabou por vencer e perdurar por toda a eternidade.

Susana Pereira e Ana Rita Passos

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As nossas “Declarações de Amor” no âmbito da disciplina de Português (trabalhos expostos na Semana na Maior)

 

Sozinha, na escuridão da madrugada iluminada apenas pela luz bruxuleante da lua, respiro lentamente quase sem perceber. Acabara de ter um sonho com um mundo perfeito, contudo irreal. Nele, tu permanecias eternamente ao meu lado e a minha felicidade era total. No entanto, para a minha tristeza, descubro que todos estes momentos não passaram de meras ilusões. Não consigo explicar o que senti quando te vi pela primeira vez, quando os nossos olhares se cruzaram e este sentimento nasceu. Tu és a razão da minha vida e eu não a imagino sem ti. Pois, sem a tua existência, esta não faria qualquer sentido. Amo-te por tudo o que és, por tudo o que foste e por tudo o que te tornas a cada dia que passa. Quero gritar bem alto o que sinto por ti mas, no momento decisivo, os meus gritos transformam-se em silêncios que se dissipam rapidamente no ar. Quando olho para o espelho, vejo-te a olhares para mim. Quando te tento alcançar, percebo que não estás lá e um vazio repentino apodera-se de mim. Aí, compreendo como é duro amar e só sonhar, querer e não poder e ser somente eu a amar-te. Com o passar do tempo, o meu coração tornou-se servo do teu amor e eu passei a viver do teu sorriso e a alimentar-me do teu olhar…

Ana Rita Passos

 

É amor? É obsessão? É dependência? É desespero? As minhas palavras curvam-se perante este silencio insurdecedor da minha mente, porque não falas! Quero dizer  o quanto me atrais, o quanto me prendes, o quanto me fascinas de dia para dia…quero dizer-te  o quanto te amo, mas falta-me a coragem para to proferir. Não consigo dar o passo decisivo para esta luta constante que é conquistar-te. Mas sinto-te cada vez mais perto, mais presente, mais real, mais sensível à minha presença, mais meu…

Simplesmente porque és pura fantasia! Porque nem o brilho das estrelas conseguem alcançar o brilho dos teus olhos, porque nem a imensidão do universo pode ser equiparada à profundidade do teu coração, porque nem esculpido em diamante serias tão valioso e importante como a tua natureza assim te criou…tão natural,  tão único, tão irreversivel!

Vejo-te e desejo ardentemente sentir o fogo das tuas mãos e a subtileza dos teus lábios. Já sei de cor todos os teus traços, todas as tuas marcas. Já és hábito, já és vicio, já és gravura permanente e inquebrável na minha memória. Quero fazer parte de ti, tal como já fazes parte de mim…e espero, espero pacientemente porque teimo em te possuir.

Hipnotizas-me com esse teu ar de mistério e subtileza meu anjo! Deixa-me  ser as tuas asas para assim podermos voar juntos, deixa-me ser tua serva para te poder servir, deixa-me ser tua, deixa-me amar-te como nunca jamais amei alguém e jamais alguém te amou.

Conto os dias, conto as horas, conto os passos para te voltar a ver, porque a tua simples e inocente  presença me alenta, porque a tua simples e inocente presença me põe a alma e o corpo a ferver de tanta emoção que quase me consegue extasiar. Aquele  teu sorriso espontâneo e inolvidável que me deixa sem reação, sem palavras, sem pensamento constante e real, és inesplicavel por completo.

Drogas-me com essa tua maneira de ser tão pura, digna, magestosa. És o dono da minha realidade, rei dos meus sonhos, és o demasiado desejado mas nunca alcançado. E eu perante ti o que sou? Apenas uma grão de areia  diante do mar, apenas uma pedra perante uma montanha, apenas mais uma estrela de um céu infinito…És o fruto proibido, o  inalcansável, a perfeição, o feitiço, o poder, o desejo…

Temo que este sentimento seja em demasia, temo perder-te, e por isso te peço, não me fujas mais meu amor. Porque desfaleço com o simples pensamento de te perder, de nunca mais te voltar a ver.

Os meus pensamentos para contigo são intocáveis…. mas contigo sou a completa expressão do amor e é meu desejo derramar o meu amor sobre ti.

Quero apenas te dizer que, se amar fosse pecado eu não seria inocente, pois eu te amo e te amarei eternamente!!!….

Susana Pereira

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