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Existe em Portugal um vinho chamado “Pedro e Inês”. José Miguel Júdice, detentor da marca Inês de Castro, revelou estar disponível a cedê-la para produtos de qualidade e que possam potenciar aquela história verídica, pois este considera que existem poucos produtos a utilizar o nome de um acontecimento tão importante. “Não tenho nada contra a utilização da marca Pedro e Inês em produtos nacionais. Até pode ser em atum, mas tem de ser uma conserva muito boa e não um atum ranhoso”, disse o advogado, confrontado com a falta de aproveitamento comercial daquela história.

O registo destas marcas foi a forma de “evitar a degradação” da sua utilização, mas até ao momento somente um vinho do Dão e licores abaciais em Alcobaça estão a utilizar esses nomes comerciais. Noutros países, os amores de Romeu e Julieta ou Tristão e Isolda justificam centenas de produtos, uma situação que não sucede em Portugal, seja por falta de visão dos empresários, seja pela ausência de uma estratégia de promoção da história. Já o ICEP não tem qualquer registo de outros projectos que utilizem esta memória histórica e Portugal parece não querer aproveitar uma história real que tem uma dimensão internacional única para qualificar alguns produtos. “Estamos a viver todos uma época globalizante e é um escândalo que não consigamos investir na memória deste amor”, considera Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara de Alcobaça.

Carlos Encarnação, autarca de Coimbra, que se apercebeu das grandes potencialidades desta história quando deu o nome de «Pedro e Inês» a uma ponte pedonal sobre o Mondego. “Tem sido um sucesso extraordinário” porque o “nome é reconhecido no mundo inteiro” a que se soma depois a qualidade arquitectónica da obra, nota o presidente da autarquia. A dama galega dá também o nome a hotéis e restaurantes.

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